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Uma memória da infância

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O uso de uma memória da infância descrito aqui é a abordagem que John usou há muitos anos, e ele já ajudou muitas pessoas. Mas esta não é a única maneira. Muitas pessoas usaram outra abordagem, também com bons resultados. Mais adiante neste texto você encontrará um link para uma abordagem alternativa.

Para começar, sente-se e tente relaxar por um momento.

Feche os olhos e observe a sua respiração por um momento. Isso não é nada especial, simplesmente deixe a sua atenção repousar na sensação do ar que entra e sai do seu corpo. Feche os olhos. Inspire... Expire... Focalize a sua atenção na sensação do ar entrando e saindo do seu nariz. Faça isso durante um minuto.

Agora, tente se lembrar de algum acontecimento na sua infância. Não precisa ser nada de especial. No meu caso, eu me lembrei de quando saí do cinema depois de uma matinê em uma tarde de verão ensolarada e quente em Nova Jérsei, quando tinha oito anos de idade.

Relaxe e espere até uma memória aparecer.

Quando uma memória vívida aparecer, veja se você está se lembrando dela como se estivesse assistindo a um filme e vendo a si mesmo como um personagem dentro do filme, conforme a memória se desenrola. Se este for o caso, tente agora entrar na cena, dentro da memória em si, para tera sensação subjetiva da cena.

Agora veja se consegue ter a sensação subjetiva da sua experiência naquela ocasião, enquanto a memória se desenrola em sua mente. Mergulhe na experiência. Por exemplo, tente sentir a temperatura do ar na sua pele: está quente ou fria? Qual é o tipo de luz na cena? Está escuro ou o lugar está bem iluminado? Você sente algum cheiro em especial? Você consegue sentir a textura de um objeto ao tocá-lo? Você está ouvindo algum som? Tente sentir a experiência da mesma maneira que a sentiu naquele momento. Não se preocupe se não conseguir sentir a memória desta maneira. Você pode tentar encontrar uma memória diferente...

Assim que conseguir evocar uma memória subjetiva e mergulhar na sensação dela, tente perceber qual era a sensação de ser você naquela ocasião, no plano de fundo, vivenciando tudo aquilo.

Agora, mova a sua atenção mais uma vez e dirija-a para a sensação de ser você agora.

Isso é o que nós chamamos de olhar para si mesmo. E você só precisa tentar uma vez.

Nós acreditamos que a causa primordial de toda miséria psicológica e toda resistência à vida é o ambiente de medo e suspeita no qual a mente e sua psicologia se formam e que produz uma alienação fundamental da experiência da própria vida. Isso é que chamamos de medo da vida, que é uma espécie de doença autoimune que contamina quase todos nós durante a experiência traumática do nascimento.

Este exercício já demonstrou ser um método muito eficaz para realizar o ato que chamamos de olhar para si mesmo e ele de fato desintegra quase instantaneamente o ambiente doentio de suspeita e alienação, abrindo caminho para uma regeneração da mente e de suas estruturas.

Nós acreditamos que isto acontece porque esta primeira experiência consciente da sua natureza autêntica (a sensação de ser você que você chama de 'eu') invalida, silenciosa e totalmente, a premissa básica do ambiente de medo e a faz desaparecer instantaneamente.

Quando isto acontece, a psicologia doente começa a desaparecer e novas maneiras de vivenciar a vida plenamente e relacionar-se com ela inteligentemente começam a se formar.

O objetivo do nosso trabalho é oferecer esta ação simples e suas consequências a todos os que estão cansados de sentir que a vida não vale a pena ser vivida, cansados de sentir que estão aprisionados em um mundo que não conseguem entender nem suportar, cansados de sentir que alguma coisa está faltando, cansados de sentir que a única maneira de ter sucesso na vida é um dos muitos meios fracassados que utilizamos durante todos os anos em que sofremos desta doença de medo, alienação e ansiedade.

Clique aqui para uma abordagem alternativa do ato de olhar para si mesmo: Olhar direto para si mesmo.

Tradução de Carla Sherman.