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Um olhar é suficiente


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Recentemente uma pessoa me perguntou quantas vezes é preciso olhar. Ela queria saber ser seria possível falhar se este olhar não se repetisse.

Acredito que um olhar é suficiente. Se a intenção do olhador estiver concentrada em tocar a sensação de si mesmo, ele não falhará.

O que eu sei é que, mesmo se a intenção não estiver tão clara, o olhar ainda poderá ter sucesso, porque foi isso que aconteceu comigo.

Sei que o sucesso no primeiro olhar quase sempre dá lugar a olhares repetidos na mesma direção, e que cada pessoa encontrará uma explicação diferente para esta repetição. Alguns dizem que ela ocorre por si mesma, outros afirmam que acontece porque eles decidiram repetir o olhar conscientemente. Outros ainda dizem que varia a cada momento, e que alternam entre os dois modos.

Na minha experiência pessoal, a repetição do olhar pareceu acontecer por si mesma, como um efeito do primeiro olhar.

Para algumas pessoas, a repetição só começa em uma fase posterior da recuperação, quando a maioria dos sintomas da doença já desapareceram da mente. Portanto, ou a repetição é irrelevante para o resultado uma vez que se tenha dado o primeiro olhar, ou a repetição pode acontecer automaticamente, mas abaixo do limiar da consciência.

No final, fica evidente que a simples sensação de mim mesmo está sempre presente, e não precisa mais de qualquer motivo ou ação especiais para ser percebida. No final, o que você percebe é que ter uma experiência de si mesmo já não carrega nenhuma importância especial.

Meu raciocínio é o resultado da minha própria experiência de olhar para mim mesmo, e também dos mais de 21 anos dedicados a tentar entender como este ato funciona e como transmiti-lo. Também baseio o meu entendimento nos milhares de relatos que recebemos durante este tempo e que continuamos a receber ainda hoje. Tudo isso me levou a concluir que a causa de toda a miséria psicológica humana é o desenvolvimento da psicologia dentro de um contexto de desconfiança e medo da própria vida.

A psicologia orientada pelo medo é um conjunto de mecanismos algorítmicos de estímulo-resposta fundamentados na suposição de que há algo errado com a própria vida. Este é o estado mental comum para a maioria dos seres humanos, e requer uma vigilância paranoica e constante para nos proteger contra ameaças percebidas. Ele recorre a uma gama limitada de possíveis estratégias para identificar e neutralizar as ameaças percebidas.

Você compreende que, se os pensamentos e julgamentos sobre a experiência são algorítmicos e mecânicos, todo esforço para transcendê-los, corrigi-los ou invalidá-los através de qualquer tipo de entendimento está fadado ao fracasso, enquanto o contexto silencioso que lhes dá forma for caracterizado pelo medo e a ansiedade em relação à própria vida?

O medo da vida é uma doença psicológica autoimune. E o olhar é uma vacina terapêutica que cura a doença e impede novas infecções.

Sugiro a você e a todos mais que tirem um tempo para ir ao nosso site e ler as FAQs [Perguntas Mais Frequentes], o meu blogue, e as postagens no fórum. No fórum, você encontrará muitas informações e respostas.

Traduzido por Carla Sherman.

Leia o texto original.